19 junho 2017

Somos pó de estrelas, fomos feitos para brilhar





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O cientista Carl Sagan explicou em seu livro “A Conexão Cósmica” que os seres humanos são feitos de uma matéria extraordinária: pó de estrelas. Em nosso DNA está presente a mesma fibra com a qual são bordadas as estrelas e nebulosas que todas as noites nos inspiram desde o infinito. Portanto, nós também fomos feitos para brilhar e tocar o céu.

Na realidade, esta frase tão poética teve sua origem nos anos 70. Foi a cantora Joni Mitchell quem, com sua inspiradora canção “Woodstock”, acalentou as gerações daquela época que “brilharam como pó de estrelas, como ouro reluzente”. No entanto, tempos depois Carl Sagan deu base científica a esta ideia, demonstrando-nos que em nosso interior, em cada célula de nosso coração ou em cada partícula de cálcio de nossos ossos, está inscrita uma história cósmica.
“Seja humilde porque você foi feito de terra. Seja nobre pois foi feito de estrelas”.   – Antigo provérbio sérvio –
Pensar nisso é, sem dúvida, algo esmagador e acalentador, uma descoberta que, ano após ano, vai se confirmando por meio de diversos trabalhos e estudos. Chris Impey, cientista e professor de astronomia da Universidade do Arizona, nos Estados Unidos, revelou em 2010 que toda matéria orgânica que contém carbono se produziu por uma geração muito antiga de estrelas. Além disso, se levarmos em conta que toda a matéria prima da Terra tem esta mesma origem, devemos assumir que 97% da massa de nosso corpo é formada pelo material das estrelas.

É algo mágico, não há dúvida. Fomos feitos para brilhar, para reluzir como o ouro, para iluminarmos uns aos outros como pó de diamantes. No entanto… por que nos esquecemos de brilhar? Se somos feitos de estrelas, por que não somos mais felizes?

Somos feitos de pó de estrelas, mas às vezes vivemos na escuridão

Quando mais escura está a noite, mais reluzem as estrelas. Em alguns casos, basta ir a uma janela e admirar o infinito para encontrar ânimo e inspiração. O mundo dos astros, com seus ciclos, seus movimentos, sua música silenciosa e sua beleza cósmica, sempre serviu de referência para a humanidade em muitas áreas e disciplinas relacionadas à agricultura, às ciências e inclusive à espiritualidade.

No entanto, e aqui está a verdadeira magia do assunto, nos limitamos a ver desde sempre este plano relativo aos astros como algo distante e, inclusive, superior a nós mesmos. É o momento de entender, de vislumbrar e de assumir que somos um todo, que esta matéria astral está, por sua vez, integrada a cada fragmento de nosso ser.

Nós também temos pequenos pedacinhos de estrelas em nossos tecidos, astros muito antigos daquele renascer cósmico que nos outorga, portanto, um poder e uma capacidade: a de brilhar em qualquer cenário, situação ou momento adverso, independentemente de quão escuro estiver tudo que nos envolve.

Não é fácil, sabemos. As pessoas costumam navegar com muita frequência pelos oceanos da escuridão, pelas marés da infelicidade perpétua e pelos áridos territórios onde não crescem mais as sementes do amor próprio. É uma realidade muito dura, tanto que, como mero exemplo desta escuridão do ser humano, podemos falar sobre um jogo perverso que foi tema de várias notícias nos meios de comunicação: o jogo da “baleia azul”.

Este jogo macabro, que teve sua origem na rede social russa VKontakte em 2013, se reproduz agora em todo o mundo através de 50 tarefas. As mesmas que, por diversas e complexas razões, atraem centenas de adolescentes em um caminho de autossabotagem, de autolesões e de uma lenta destruição até que finalmente o jovem, em um “suposto” ato de coragem, consegue vencer o jogo acabando com sua vida.

O criador deste jogo sádico é Philipp Budeikin, de 21 anos. Segundo ele, deu forma a este desafio virtual porque, conforme explica, “há pessoas que são resíduos biodegradáveis sem valor algum para a sociedade”. Os psicólogos russos indicaram que por trás das condutas deste jovem e de seus adeptos há raízes mais profundas que oscilam entre o ideológico e o psicopatológico. O mais destacável, o mais preocupante de tudo isso, é a quantidade de pessoas vulneráveis que há por trás de cada dispositivo, cada computador e telefone celular.

São centenas de mentes jovens e de coração frágil que respiram sem sentir esperança, sem ter motivação, alegria, e uma luz com a qual injetar-se vida, respeito por si mesmo e autoestima.

Comecemos a brilhar, por nós e pelos demais

Pense no momento mais feliz da sua vida e desfrute desta recordação. Sorria a um desconhecido. Crie uma playlist de músicas das quais você gosta. Coma uma fruta. Fale com letras de canções. Desenhe um animal imaginário. Procure formas nas nuvens. Faça um novo amigo. Cante no chuveiro…

“ Somos pó de estrelas que pensa sobre as estrelas ”.
- Carl Sagan -

Estas ideias também são desafios, os mesmos que formam o jogo “baleia azul”. São 50 desafios com os quais atrair jovens de todo o mundo, ajudando-lhes a construir uma atitude positiva e a nos afastarmos do jogo oposto, da baleia azul. Até o momento, há 290.000 seguidores e milhares completaram a última prova: salvar uma vida (como ajudar um companheiro de sala que sofre bullying, por exemplo). Esta é uma boa notícia, não há dúvida.

A esperança, nosso afã por ajudar os outros e lutar, por sua vez, pela sobrevivência comum, é algo que caracteriza a grande maioria de nós. Embora seja verdade que com frequência nos esquecemos de como brilhar, sempre há quem estará ao nosso lado acalentando-nos e recuperando nossa força e ânimo.

Se nos esquecermos de que somos formados por pó de estrelas, nossos amigos, parceiro, família ou algum desconhecido de bom coração sempre estarão presentes para acender novamente o fogo dos sonhos e da alegria.

Porque não há nada como acariciar a alma de uma pessoa para receber, por sua vez, a grandeza do próprio cosmos.






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