10 dezembro 2017

Bemvindo Sequeira : Telefonema



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Altruísmo. Como abdicar do egoísmo e assumir uma existência cooperativa.





O que é o altruísmo? Dito de forma simples, é o desejo de que as outras pessoas sejam felizes. Como diz Matthieu Riccard, filósofo francês, escritor e fotógrafo, e monge budista de linha tibetana, o altruísmo é uma ótima lente para se tomar decisões, tanto no curto quanto no longo prazo, tanto no trabalho quanto na vida. Nesta palestra ele nos explica como e por que fazer com que ele seja o nosso guia.


Vídeo: TED Ideas Worth Spreading

Fotografias: Matthieu Riccard

Tradução: Viviane Ferraz Matos. Revisão: Andrea Mussap



Após estudos de bioquímica no Instituto Pasteur, em Paris, Matthieu Riccard deixou seu trabalho como pesquisador cientista e tomou o rumo dos Himalaias, onde se tornou monge budista. Seu objetivo: buscar a felicidade, tanto no nível humano básico quanto como objeto de investigação. Adquirir o estado de felicidade, acredita ele, requer o mesmo tipo de esforço e de treinamento da mente que qualquer outro projeto existencial sério acarreta.



O Dalai Lama (esquerda) e o monge budista e filósofo francês
 Matthieu Riccard


Suas profundas e cientificamente baseadas reflexões sobre a felicidade e o budismo foram explicadas em uma grande quantidade de livros dos quais é autor, incluindo o best-seller The Quantum and the Lotus: A Journey to the Frontiers Where Science and Buddhism Meet (O quantum e o lótus: Uma jornada às fronteiras onde ciência e budismo se encontram). Ao mesmo tempo, Matthieu Riccard produz magníficas fotografias do seu amado Tibete e da ermida espiritual onde ele vive e trabalha em diversos projetos humanitários.


Vídeo: Altruísmo, com Matthieu Riccard






Tradução integral da palestra:

Nós, humanos, temos um potencial extraordinário para o bem, mas também um imenso poder para fazer o mal. Qualquer instrumento pode ser usado para construir ou destruir. Tudo depende da nossa motivação. Por isso, é ainda mais importante promover uma motivação altruísta em vez de egoísta.

De fato, estamos enfrentando muitos desafios, atualmente. Poderiam ser desafios pessoais. Nossa mente pode ser nossa melhor amiga ou pior inimiga. Existem também desafios sociais: a pobreza em meio a abundância, desigualdades, conflitos, injustiça. E ainda há novos desafios inesperados. Há 10 mil anos, havia cerca de 5 milhões de seres humanos na Terra. Qualquer coisa que eles fizessem, a resiliência da Terra logo remediria a atividade humana. Após as Revoluções Industrial e Tecnológica, não é mais assim. Agora somos o principal agente de impacto na Terra.




Entramos no Antropoceno, a era dos seres humanos. Se disséssemos que precisamos continuar esse crescimento sem fim, esse uso ilimitado de recursos materiais, é como se este homem dissesse — e eu ouvi de um ex-chefe de Estado, não direi quem, dizer — “Há cinco anos, estávamos à beira do precipício. Hoje demos um grande passo adiante.” Portanto, esta fronteira é a mesma que os cientistas definiram como os limites planetários. E dentro desses limites, pode haver um grande número de fatores. Ainda podemos prosperar, a humanidade ainda pode prosperar por 150 mil anos se mantivermos a mesma estabilidade climática como no Holoceno, nos últimos 10 mil anos. Mas isso depende de escolhermos uma simplicidade voluntária, crescer qualitativamente, não quantitativamente.

Em 1900, como podem ver, estávamos bem dentro dos limites de segurança. No entanto, em 1950, veio a grande aceleração. Prendam a respiração, não muito, para imaginar o que vem depois. Agora, devastamos amplamente alguns dos limites planetários. Tomemos como exemplo a biodiversidade: no ritmo atual, até 2050, 30% das espécies terrestres terão desaparecido. Ainda que congelemos seu DNA, isso não será reversível. Por isso estou ali, sentado em frente a uma geleira de 7 mil metros, de 21 mil pés, no Butão. No Terceiro Polo (a cadeia dos Himalaias), 2 mil geleiras estão derretendo mais rápido que o Ártico.




O que podemos fazer nessa situação? Bem, por mais complexa que seja em termos políticos, econômicos, científicos, a questão do meio ambiente simplesmente se reduz a uma questão de altruísmo versus egoísmo. Sou marxista, da tendência Groucho. (Risos) Groucho Marx disse: “Por que devo me importar com as gerações futuras? O que já fizeram por mim?” (Risos) Infelizmente, ouvi o bilionário Steve Forbes, na Fox News, dizendo exatamente o mesmo, mas a sério. Contaram a ele da subida dos níveis dos oceanos, e ele disse: “Acho um absurdo mudar meu comportamento atual por algo que acontecerá em 100 anos”. Então se vocês não se importam com as gerações futuras, vão em frente.

Portanto, um dos maiores desafios atuais é conciliar três escalas de tempo: a economia a curto prazo, as altos e baixas do mercado de valores, o balanço de fim de ano; a qualidade de vida a médio prazo — o que é qualidade de vida em cada momento, a cada 10 anos, 20 anos? — e o meio ambiente a longo prazo. Quando ambientalistas falam com economistas, é como um diálogo esquizofrênico, completamente incoerente. Não falam a mesma língua. Agora, nos últimos dez anos, andei pelo mundo todo, encontrando economistas, cientistas, neurocientistas, ambientalistas, filósofos, pensadores no Himalaia e por todo lugar.




A mim, parece que só há um conceito que pode conciliar essas três escalas de tempo: simplesmente, ter mais consideração pelos outros. Ao ter mais consideração pelos outros, teremos uma economia solidária, em que as finanças estejam a serviço da sociedade e não a sociedade a serviço das finanças. Vocês não jogarão no cassino com os recursos que as pessoas confiaram a vocês. Se vocês têm mais consideração pelos outros, se assegurarão de remediar a desigualdade, de trazer algum tipo de bem-estar para a sociedade, para a educação e local de trabalho. Do contrário, se a nação for a mais poderosa e mais rica, mas todos são pobres, qual o sentido? E se temos mais consideração pelos outros, não prejudicaremos o planeta que temos; e no ritmo atual, não temos três planetas para continuar dessa maneira.

Por isso a pergunta é: tudo bem, o altruísmo é a resposta, isso não é novidade, mas pode ser uma solução real, pragmática? E primeiro, ele existe, o verdadeiro altruísmo, ou somos egoístas demais? Alguns filósofos pensavam que éramos irremediavelmente egoístas. Mas somos realmente todos sacanas? Isso é uma boa notícia, não é? Muitos filósofos, como Hobbes, falaram isso. Mas nem todos parecem sacanas. Ou o homem é como um lobo para o homem? Este cara não parece tão mal. É um dos meus amigos do Tibete. É muito gentil. Agora, nós adoramos cooperação. Não há prazer maior do que trabalhar juntos, certo? E não só os humanos. Então, claro, há a luta pela vida, a sobrevivência do mais apto, o darwinismo social. Mas na evolução, a cooperação — embora a competição exista, claro — a cooperação deve ser bem mais criativa para ir a níveis altos de complexidade. Somos supercooperadores e deveríamos ir mais além.




E agora, no topo disso, a qualidade das relações humanas. A OCDE fez uma pesquisa com dez fatores, incluindo a renda, tudo. O primeiro que as pessoas disseram ser o principal para sua felicidade é a qualidade das relações sociais. Não só dos humanos. Vejam essas bisavós. E a ideia de que se nos aprofundamos em nosso interior, somos irremediavelmente egoístas, isto é ciência fajuta. Não há nenhum estudo sociológico, nem psicológico, que tenha mostrado isso. Ao contrário. Meu amigo, Daniel Batson, passou a vida toda pondo pessoas no laboratório em situações muito complexas. Claro, às vezes somos egoístas, e algumas pessoas mais do que outras. Mas ele descobriu que sistematicamente, independente de tudo, há um número significativo de pessoas que se comportam de maneira altruísta, independentemente de tudo. Se você vê alguém profundamente ferido, sofrendo muito, você pode querer ajudá-lo por angústia empática — você não pode suportar, então é melhor ajudar que continuar olhando essa pessoa. Testamos isso e, ao final, ele diz que claramente podemos ser altruístas. Essa é uma boa notícia. E ainda mais, devemos olhar a banalidade da bondade. Vejam isto. Ao sairmos não diremos: “Isso é tão agradável! Não houve brigas enquanto essa multidão pensava em altruísmo”. Não, isso é esperado, não é? Se houvesse uma briga, falaríamos nisso durante meses. Portanto, a banalidade da bondade é algo que não chama a atenção, mas ela existe!




Vejamos isto. Alguns psicólogos disseram, quando contei que dirijo 140 projetos humanitários no Himalaia, que isso me dá tanta alegria, disseram: “Ah, entendo, você trabalha pelo prazer. Isso não é altruísmo. Simplesmente você se sente bem”. Pensam que este cara, ao saltar na frente do trem, pensou: “Vou me sentir ótimo quando isto acabar”? (Risos) Mas isso não é tudo. Quando o entrevistaram ele disse: “Não tive escolha, tinha que saltar, claro”. Não tinha escolha. Comportamento automático. Não é egoísta nem altruísta. Não teve escolha? Bem, pressupõe-se, esse cara não ia pensar por meia hora: “Deveria dar a mão a ele? Não dar a mão?” Ele o faz. Há escolha, mas é óbvia, imediata. E então, também ali, ele teve uma opção. (Risos)

Há pessoas que tiveram opção, como o pastor André Trocmé e sua esposa, e todo o povo de Le Chambon-sur-Lignon, na França. Em toda a Segunda Guerra Mundial, eles salvaram 3.500 judeus, deram refúgio a eles, levaram todos para a Suíça, contra toda a dificuldade, arriscando suas vidas e as de suas famílias. Portanto, o altruísmo existe.

O que é altruísmo? É o desejo de que o outro seja feliz e encontre a causa da felicidade. A empatia é a ressonância afetiva ou a ressonância cognitiva que nos diz: essa pessoa está feliz, essa pessoa sofre. Mas a empatia por si só não é suficiente. Se você se confronta sempre com o sofrimento, pode sentir angústia empática, estresse, por isso você precisa de um âmbito maior de bondade. Com Tania Singer do Instituto Max Planck, em Leipzig, demonstramos que as redes cerebrais da empatia e da bondade são diferentes. É tudo muito bem feito, então temos isso da evolução, do cuidado materno, do amor dos pais, mas temos que estender isso. Isso pode estender-se inclusive a outras espécies.




Se queremos uma sociedade mais altruísta, precisamos de duas coisas: mudança individual e mudança social. É possível a mudança individual? Dois mil anos de estudo contemplativo disseram que sim, que é possível. E 15 anos de colaboração com a neurociência e a epigenética disseram que sim, que nosso cérebro muda quando se treina o altruísmo. Passei 120 horas numa máquina de ressonância magnética. Essa foi a primeira vez, por duas horas e meia. O resultado foi publicado em muitos trabalhos científicos. Mostra, sem dúvidas, que há uma mudança estrutural e funcional no cérebro, quando se treina o amor altruísta. Só para vocês terem uma ideia: aqui está o meditador em repouso, à esquerda, fazendo meditação de compaixão, vemos toda a atividade, e o grupo de controle em repouso, nada aconteceu, em meditação, nada aconteceu. Eles não foram treinados.

Então são necessárias 50 mil horas de meditação? Não. Quatro semanas, 20 minutos por dia de meditação afetiva, consciente, já gera uma mudança estrutural no cérebro, comparado ao grupo controle. Apenas 20 minutos ao dia, por 4 semanas.




Mesmo com crianças de pré-escola. Richard Davidson fez isso em Madison. Um programa de oito semanas: gratidão, gentileza, cooperação, respiração. Podem dizer: “São só crianças da pré-escola”. Vejam após oito semanas, o comportamento pró-social, nessa linha azul. E a seguir o último teste científico, o teste do adesivo. Antes, você determina para cada criança quem é o melhor amigo da classe, o menos favorito, o desconhecido, e uma criança doente, e eles têm que dar os adesivos. Antes da intervenção, eles dão a maioria dos adesivos para o melhor amigo. Crianças de 4, 5 anos, 20 minutos, 3 vezes por semana. Depois da intervenção, mais nenhuma discriminação: o mesmo número de adesivos ao melhor amigo e à criança menos favorita. Isso é algo que devíamos fazer em todas as escolas do mundo.

Para onde vamos a partir daí?

Quando o Dalai Lama soube, disse a Richard Davidson: “Vá a 10 escolas, 100 escolas, à ONU, ao mundo todo”.

E, para onde vamos a partir daí? A mudança individual é possível. Temos que esperar por um gene altruísta na raça humana? Isso levará 50 mil anos, demais para o meio ambiente. Felizmente, existe a evolução da cultura. As culturas, como especialistas mostram, mudam mais rápido que os genes. Essa é a boa notícia. O comportamento relacionado à guerra mudou drasticamente com o tempo. A mudança individual e cultural se moldam mutuamente, e sim, podemos alcançar uma sociedade mais altruísta.




Para onde vamos a partir daí? Eu voltarei ao Oriente. Agora tratamos 100 mil pacientes ao ano em nossos projetos. Temos 25 mil crianças na escola, 4% a mais. Algumas pessoas dizem: “Isso funciona na prática, mas funciona na teoria?” Sempre há o desvio positivo. Então também voltarei à minha ermida para encontrar os recursos internos para servir melhor aos outros.

Mas a nível mais global, o que podemos fazer? Precisamos de três coisas. Aumentar a cooperação: aprendizagem cooperativa na escola, em vez de aprendizagem competitiva; cooperação incondicional dentro das empresas, pode existir certa competição entre empresas, mas não dentro delas. Precisamos de harmonia sustentável. Adoro esse termo! Nada de crescimento sustentável. Harmonia sustentável significa que agora reduziremos a desigualdade. No futuro, faremos mais com menos, continuaremos crescendo qualitativamente, não quantitativamente. Precisamos da economia solidária. O Homo economicus não pode lidar com a pobreza em meio a abundância, não pode lidar com o problema do bem comum da atmosfera, dos oceanos. Precisamos da economia solidária. Se um diz que a economia deve ser compassiva, dizem: “Não é trabalho nosso.” Mas se você diz que eles não se importam, isso é mal visto. Precisamos de compromisso local, e responsabilidade global. Precisamos estender o altruísmo ao outro 1,6 milhão de espécies. Os seres sencientes são cocidadãos neste mundo. E temos que nos atrever ao altruísmo.

Portanto, vida longa à revolução altruísta! Viva a revolução do altruísmo!

Obrigado.



Postado em Brasil 247 em 08/12/2017



08 dezembro 2017

Em vez de esperar que lhe tragam flores, regue seu próprio jardim



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Marcel Camargo



Atraímos o que somos e temos, ou seja, enquanto estivermos incompletos, o que nos chegar também estará aos pedaços.

Nada como a maturidade para trazer entendimentos que nos aliviam muito daquilo que nos deixava apreensivos tempos atrás. Se passássemos pela juventude com as experiências que acumulamos lá na frente, seríamos poupados de muitos sofrimentos inúteis, como aquele que nos afligia quando não éramos correspondidos como queríamos.

Um dos maiores equívocos de nossas vidas vem a ser justamente o de esperar que os outros ajam como nós, ou que eles nos completarão naquilo que nos falta. Parece que passamos muito tempo dependendo dos outros, esperando dos outros, vivendo para os outros, enquanto deixamos a nós mesmos em segundo ou terceiro planos. E, quando nos damos conta, percebemos como tínhamos sido ingênuos, perdendo tempo atrás do que poderíamos encontrar bem dentro de cada um de nós.

É assim com o amor, é assim com amizade, é assim com tudo na vida: caso fiquemos esperando encontrar lá fora de nós algo que nos falta, iremos sempre caminhar com um vazio nos acompanhando. Precisamos nos bastar e nos sentirmos completos e inteiros antes de adentrarmos qualquer tipo de relacionamento, porque ninguém possui o que, na verdade, temos de construir em nossa própria vida. Atraímos o que somos e temos, ou seja, enquanto estivermos incompletos, o que nos chegar também estará aos pedaços.

Embora se fale tanto em amor próprio nestes últimos tempos, ainda é difícil nos sentirmos bons e suficientes o bastante, ainda mais com tantas imagens de corpos perfeitos e de sorrisos brancos na mídia em geral. Além disso, a felicidade infelizmente se atrela ao tanto que se consome e ao tanto de carimbos no passaporte, às aparências, interferindo em nossa capacidade de ser feliz com o que temos, com o que somos. Afinal, impossível corresponder às figuras esquálidas, ricas e felizes a que assistimos na televisão.

Na verdade, embora os acontecimentos e as pessoas à nossa volta possam interferir no curso de nossa jornada, teremos que manter felicidade e contentamento dentro de cada um de nós, com otimismo, esperança, fé e positividade, pois é assim que ficaremos mais fortes para encarar o mundo lá fora. É assim que não deixaremos qualquer porcaria entrar em nossas vidas. Regando nossos próprios jardins, estaremos mais protegidos contra as ervas daninhas que tentarem nos empurrar goela abaixo, porque, então, não precisaremos de esmolas, nem de migalhas alheias.



Postado em Conti Outra






Instituto Lawfare



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04 dezembro 2017

Gente ruim cai sozinha



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Ana Macarini

Que a sorte me proteja de gente focada, predestinada, concentrada e mais uma série de adjetivos que tais, terminados em “ada”. Conto aqui com a sua imaginação! Essa gente disposta a fazer maldade é de uma concentração que eu vou te dizer. Porque é preciso muita concentração mesmo para prejudicar os outros.

Estragar a vida alheia requer planejamento, estratégia e disciplina. A pessoa precisa dedicar tempo na observação; mais um tempo na coleta de dados; e mais um outro tempo na tarefa de reprodução.

O que mais se vê nesse mundo, seja virtual ou real é gente fake. Estou para dizer que podemos considerar que seja essa a praga do século 21! Ideias roubadas, repaginadas e maquiadas vendidas como se fossem uma criação original.

Plágios feitos sem a menor cerimônia, sem nenhum critério, sem qualquer sentimento de culpa ou necessidade de disfarçar. Sinto-me transportada para a Idade Média, rodeada de copistas, que apenas reproduzem letras, palavras e textos, sem ao menos entendê-los.

O objetivo é claro e obscuro na mesma intensidade: conseguir visibilidade, popularidade, notoriedade e mais uns tantos substantivos que tais – não todos terminados em “ade”, é bem verdade! Conto novamente com a sua rica imaginação!

Eu só fico aqui pensando que a pessoa deve dormir pendurada num cabide, né? Porque não há travesseiro – nem que seja de plumas de ganso da Baviera – que faça a mágica de subtrair o peso de cabeças tão vazias e mal-intencionadas, a ponto de lhes garantir um descanso justo.

Se bem que, se o dito cujo – ou dita cuja – for mau caráter mesmo, dormirá feito uma pedra. Nada mais lógico para quem tem uma cabeça oca e tão pouco favorecida que não deixa outra alternativa a não ser a de reproduzir, copiar e imitar.

Abençoados sejam os dispersos, os distraídos, aqueles que vivem com a cabeça nas nuvens a criar ideias novas, a trazer beleza ao mundo a esparramar leveza, em atitudes e gestos de generosidade e criação de novos caminhos.

Abençoados sejam os que cantam desafinados, os que desenham bonecos palito, os que fazem o melhor ovo frito do planeta, os que dividem a única barrinha de cereal que sobrou na bolsa. Abençoados sejam para sempre, os que são ainda gente o suficiente para viver daquilo e com aquilo que é capaz de produzir, criar e oferecer.

E que os “similares” ponham suas barbinhas – ou cílios postiços – de molho. Porque é verdade que existe muita gente que não vale nada se dando bem. Sim, eu sei! Mas eu ouso acreditar que é pelo talento, pela honestidade e pela veracidade que a vida segue o curso natural do desenvolvimento e do sucesso. E creio, também, com toda a minha fé concreta, que gente ruim cai sozinha, mais dia ou menos dia.



Postado em Conti 0utra



03 dezembro 2017

Garoto quer colocar Papai Noel numa dieta






Garoto quer colocar Papai Noel numa dieta nesse comercial de Natal


Um garotinho conhece o Papai Noel, percebe o tamanho de sua barriga e conclui que ele não vai passar nunca pela chaminé.

Sua solução?  Com a ajuda da irmã, fazer com que o bom velhinho entre numa dieta, que inclui salada, repolho, peixe e outros alimentos saudáveis. Quem sabe ele consegue emagrecer até o Natal… 

Essa é a premissa divertida do comercial de fim de ano do supermercado francês Intermarché, desenvolvido pela agência Romance. Cada um tem um motivo para comer de maneira mais saudável, certo? Nota do AdFreak.






Postado em Blue Bus



Maquiagem para o dia sem base ?






Maquiagem para o dia sem base ?! / Tutorial por Juliana Goes


Vocês sabem o quanto eu valorizo a saúde da pele, então antes de me maquiar eu aposto em uma limpeza para preparar a pele, pelo menos um sabonete, tônico ou água termal! Também tem o cuidado da proteção solar, que pode vir antes de começar a maquiagem ou nos próprios produtos que farão parte da maquiagem.

Eu tenho sardas e vermelhidão em alguns pontos do rosto, vocês vão ver no vídeo que eu consigo usar o corretivo de forma mais ampla e ter um ótimo resultado. Depois aposto em outros produtos para complementar! Vou deixar aqui no post os produtos usados e algumas sugestões que dei como substituições, para vocês terem mais repertório por aí!

Já faz algum tempo que eu priorizo a praticidade, por isso eu tenho apostado em maquiagens mais práticas, truques que me ajudam a ter um ótimo resultado sem ter que dedicar muito tempo no passo a passo. Não precisamos ter um arsenal de produtos para conseguir um resultado legal na maquiagem, eu sempre busco compartilhar dicas de marcas mais acessíveis e outras nem tanto rs, aí de acordo com a sua possibilidade de investimento você escolhe aquilo que funciona melhor para você!


VEJA TODOS OS DETALHES NO VÍDEO









PRODUTOS USADOS


Ombre Blush Fard Ombré | Nyx – Nude To Me

Pó de Acabamento Mineral Finishing Powder | Nyx – Medium Dark



Pó com Filtro Solas | Shiseido – SP30*

Batom Simply Nude | Nyx – Sable

Pincel para aplicar pó | Vult – Nº20

Pincel para aplicar blush | Eudora

Pincel para corretivo | Vult – Nº19


ALTERNATIVAS DE PRODUTOS


Pó Compacto | Vult – Translúcido

Blush Efeito | Fenza Make Up – Cor 06

Blush | M.A.C – Warm Soul


OUTROS PRODUTOS QUE EU ADORO E INDICO


Bronzer Make B. | O Boticário – Golden Flower

Pó Iluminador Compacto | quem disse Berenice – Roseluz

Corretivo Líquido | Niina Secrets para TBlogs – 02

Pó Finishing Powder Poudre de Finition – HD Studio Photogenix | Nyx

Blush Mineral Matte | Mary Kay – Cinnamon Stick

Corretivo Líquido | Bruna Tavares – BT30

Blush | quem disse Berenice – Castanhex

Pó Translúcido Antibrulho | quem disse Berenice


Pó Mineral Powder Makeup For Face SPF 30 | Clinique – Moderately Fair

Corretivo Stick Correcteur | Dermablend Vichy SPF 35 – Cor 25

Blush Stick | Vult


Espero que vocês tenham gostado das dicas, me conta nos comentários se você já conhecia esses produtos ou se vocês indicam algum outro para essa inspiração da maquiagem sem base! Me conta também que outros vídeos de beleza vocês querem aqui no canal.


VEJA POSTS QUE VOCÊ PODE GOSTAR






Beijos com amor,

Ju


Postado em Juliana Goes em 28/11/2017



02 dezembro 2017

“ Todas as manhãs ela deixa os sonhos na cama, acorda e põe sua roupa de viver ”



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Fabíola Simões

Ela acostumou-se a sonhar. Acostumou-se a buscar uma versão mais livre e mais coerente de si mesma nos sonhos. Descobriu que pode dar trégua para suas próprias batalhas, culpas e aflições quando adormece e mergulha em seus devaneios.

Não foi sempre assim. Seus sonhos já foram extensão de suas condenações, medos e inadequações. Mas hoje são um refúgio seguro, acolhida doce após um dia cansativo, descanso para a rigidez do espírito e gravidade da alma.

Todas as manhãs ela põe sua roupa de viver. Assume compromissos, resolve pendências, cumpre metas, encara desafios. Não se mete em confusões, não dá bandeira para o ex, é sensata nas postagens no Face e Instagram. Responde às mensagens do whatsapp com emojis escolhidos a dedo, manda áudios interessantes e tem sempre uma novidade na ponta da língua. Mas à noite… ah, à noite… ela se despe. Toma uma taça de vinho e remove cada uma de suas máscaras de viver. Não se cobra tanto, se permite sentir saudade, reconhece aquilo que lhe faz falta e o que lhe aquece a alma. Dá uma trégua para sua mania de perfeição, para sua incapacidade de dizer “não”, para seu desejo de ser aceita a qualquer custo. À noite ela descobre que pode ser amada pelo que é de fato, e não pelas máscaras que carrega.

Aos poucos ela tem aprendido a não deixar os sonhos na cama. Tem aprendido a conciliar rigidez com leveza, razão com emoção, proteção com vulnerabilidade e eficácia com perdão. Tem contrariado seus medos, dado uma rasteira em suas inseguranças, se despedido de sua mania de agradar a todos se desagradando. Sua roupa de viver já não pesa tanto, seu maior compromisso é consigo mesma.

Ela continua sendo mais livre nos sonhos, mas sabe que aos poucos irá assumir mais doçura que culpa e mais encantamento que amargura. Tem dado risada de seus tombos e não se culpa quando a mensagem do whatsapp é visualizada e não respondida. Já não espera reciprocidade de todo mundo, e nem por isso se entristece. Tem mandado algumas pessoas “praquele lugar” e deletado alguns papéis que não quer mais representar.

Ela sabe de seu valor, de suas lutas e vitórias, e isso lhe assegura que não precisa provar nada pra ninguém. Quem tiver a chance de conhece-la de verdade irá saber que ela tem suas dificuldades, estranhamentos e manias, mas que, acima de tudo, ela não desiste de ser feliz …


O título deste artigo alude a uma citação de Clarice Lispector.


Postado em Conti Outra



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